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Sobre GTIA Turismo cotidiano

Se dirigir não beba ! Se beber não dirija !

A sua força de vontade protejerá a sua vida !

Com a chegada do fim de ano, aumentam os convites para festas e reuniões. Nestas ocasiões as chances de ingerirmos bebidas alcolólicas é muito maior.

Este texto é um alerta sobre os perigos de dirigir alcoolizado

A Lei que pune os motoristas alcoolizados sofreu rigorosas alterações desde o dia 1º. de Junho de 2009. Os motoristas alcoolizados serão serveramente punidos.
Não só o motorista como todos os passageiros do carro também serão punidos.

Motorista Embriagado

Além do cancelamento da carteira de habilitação (35 pontos), o motorista não poderá tirar uma nova carteira de habilitação durante o período de 3 anos

Motorista Alcoolizado

Teste do bafômetro

Os motoristas embriagados ou alcoolizados que provocarem um acidente de trânsito seguido de morte terão suas carteiras de habilitação canceladas e estarão impedidos de tirar uma nova carteira de habilitação por 7 anos. E ainda, este período aumenta para 10 anos para os motorista que fugirem do local do acidente.

Se beber não dirija, se dirigir não beba !

Um acidente de trânsito acaba com a vida de pessoas inocentes num piscar de olhos. Os danos causados são irreparáveis. Sofre a vítima, o motorista que provocou o acidente e toda a sua família também. Aproveitamos esta oportunidade para divulgar uma carta escrita por uma moça que vive na cidade de Tamamura. Ela perdeu a irmã de uma forma drástica num acidente de trânsito ocorrido aqui em Gunma. Esperamos que este relato possa tocar o coração de todos e conscientizá-los sobre os danos causados por um acidente de trânsito.
Pedidos aos motoristas que respeitem as leis de trânsito.

Minha irmãzinha querida...
Relato verídico de uma mulher de Sado-gun
— Minha filha morreu, ela morreu !
Meu pai gritava e sacudia os meus ombros desmoronando no chão. Minha mãe atônita olhava toda aquela cena de longe sem entender nada.
Aquela manhã havia começado como qualquer outra na nossa família. Todos haviam saído para trabalhar sem nem imaginar o que viria a acontecer.
Eu já estava no trabalho quando meu pai apareceu de repente para me buscar. Ele trazia a notícia de que a minha irmã havia morrido.
Ao escutar aquilo, a impressão que tive é de que todo o sangue que circulava em mim tinha descido para os meus pés. Senti o meu corpo ficando cada vez mais frio.
Entrei no carro com o meu pai sem acreditar no que estava acontecendo, para mim tudo parecia apenas um sonho ruim até a nossa chegada na Delegacia.
Logo ao entrar, deparei com o caminhão que supostamente havia atropelado a minha irmã. Tomei um susto quando vi os enormes pneus, bem maiores do que eu. Eles tinham sido lavados, mais as manchas de sangue ainda estavam bem nítidas.
— Meus sinceros sentimentos. Vim para dar a difícil notícia de que o corpo da sua filha está sem cabeça — foi o que disse o policia que entrou na sala.
Era difícil de acreditar no que aquele homem estava dizendo. Nós estávamos completamente atordoados.
O corpo da minha irmã já não tinha nariz, nem olhos, a bochecha e a orelha estavam dilaceradas e o miolo do cérebro estava para fora. Ela estava enrolada num lençol branco que parecia ter sido tingido com o vermelho do seu sangue. Os seus pés e mãos estavam deformados pelas inúmeras fraturas que sofreu.
— Meus Deus, como a minha irmã sofreu. Que dor deve ter sentido.
Nós nos agarramos ao corpo dela e choramos, choramos e choramos.
Minha irmãzinha tinha acabado de se formar e estava no seu primeiro emprego, tinha apenas 18 anos. Uma jovem com a vida inteira pela frente e muita coisa para curtir. Tudo isso foi destruído por um motorista sem coração.
Ela estava na sua bicicleta apenas atravessando a rua. O farol estava verde para ela. Quer saber do motorista ? Ele não lembra se deu seta para virar e também não teve o trabalho de verificar os espelhos retrovisores. A janela do lado esquerdo estava tapada com uma almofada, ele alegou que não gostava que vissem o seu rosto. Este irresponsável motorista virou à esquerda sem perceber a presença da minha irmãzinha e a arrastou por metros e mais metros. Ela e a sua bicicleta também.
— Não percebeu a sua presença ? ! ? Isto é impossível !
Para o meu pai e minha mãe, perder uma filha daquela forma era muito doloroso, insuportável e triste.
Nós esquecemos o significado da palavra sorrir e tudo fazia lembrar da minha irmãzinha. E a cada lembrança corriam lágrimas e mais lágrimas.
Meus pais mergulharam num silêncio profundo por intermináveis dias.
Eu já não sabia mais o que fazer para tentar consolar os meus pais. Perder a filha daquela forma, sem nem poder olhar para o seu rosto é muito triste, doloroso demais. Já se passaram 9 anos e nada mudou. A tristeza é a mesma, a dor não passou e esta ferida em nossos corações não cicatrizou.
Hoje eu sou mãe e agora tenho uma noção melhor do que os meus pais sentiram ao perder a filha.
E ao colocar os pés na rua me deparo com carros que passam a toda velocidade, com motoqueiros sem capacete, com motoristas dirigindo somente com uma mão no volante porque estão conversando no telefone celular e outros alcoolizado dizendo:
—Eu estou bem, dá para dirigir.
Eu quero que estas pessoas conheçam a minha história. Vocês já sentiram a dor de perder uma ente querido ? Vocês já viram no que a gente se transforma depois da morte?
Tudo o que foi conquistado e toda a alegria que um dia existiu em suas vidas são substituídas por uma dor insuportável.

Esta é a mais pura verdade. Isto é o que um acidente de trânsito irá lhe proporcionar.
— Minha querida irmãzinha. Como anda a vida aí no céu? Rezo para que Deus tenha curado as sua feridas e que seu corpo tenha voltado a ser como era antes do acidente.
— Peço perdão por não estar ao seu lado nos momentos de tristeza e dor.
Depois que você foi embora, tenho tentado viver da melhor maneira possível.
Ai minha querida irmãzinha, quantas lágrimas mais eu preciso derramar para poder ter você de volta? Na sua próxima vida, peça a Deus para viver bastante viu ! Você vai ser minha irmã de novo né ? Nós seremos novamente uma família não é mesmo ?
Oh, minha querida irmãzinha ....

(Novembro de 2010)

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